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Livro - Sete Anos - Fernanda Torres

Descrição: . | MARCA: Editora Companhia das Letras | Cod. 1952520

 
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A entrada em cena de Fernanda Torres no mundo das letras foi apoteótica. Seu primeiro romance, Fim, foi lançado em novembro de 2013 e já ultrapassou a marca dos 150 mil exemplares vendidos.

Além de se tornar sucesso de vendas, o livro cativou críticos de quadrantes diversos, do ensaísta Roberto Schwarz ao poeta Antonio Cicero, do romancista Sérgio Rodrigues ao documentarista João Moreira Salles. A obra teve ainda os direitos de publicação comprados por editoras de grande prestígio da França, Itália, Holanda e Portugal.Nada mais natural, portanto, que suas crônicas não demorassem a sair. São textos publicados em revistas e jornais, que versam sobre cinema, teatro, política ou assuntos do cotidiano, mas sempre com suas marcas características: o humor, o tom confessional, a inteligência aguda, o olhar irônico.

Desde 2007, Fernanda tem mantido uma assídua relação com a imprensa. Estreou na revista Piauí, com No Dorso Instável de um Tigre, um relato bem-humorado sobre o medo doator ao entrar em cena. O texto fez sucesso na época e rendeu a Fernanda o convite para manter uma coluna quinzenal na Veja Rio, de onde saem alguns textos presentes na coletânea, como Dercy e A Dança da Morte.

Pouco depois, voltou a escrever para a Piauí. Os perfis de Bráulio Mantovani e Hany Abu-Assad nasceram por encomenda da revista. O divertido texto sobre o filme Kuarup, que narra as agruras vividas durante os dois meses e meio de filmagem no meio da selva, também saiu na revista.

Em 2010, Fernanda iniciou colaboração com o caderno Poder da Folha de S.Paulo. Sua missão era escrever sobre as eleições para a presidência. Muitos dos textos sobre política incluídos em Sete anos tiveram origem nesse período. Passadas as eleições, Fernanda passou a manter uma coluna mensal no caderno de cultura do mesmo jornal. Mas há um texto inédito. É o pungente Despedida, que trata da morte de seu pai. Por pudor, Fernanda preferira não publicá-lo à época, mas agora decidiu compartilhar a experiência dolorosa com seus leitores.

As crônicas aqui reunidas foram escritas ao longo de sete anos e contam a história do meu noviciado , diz a autora na apresentação do livro. Desenvolver uma ideia dentro de um espaço determinado de linhas, falar de temas de interesse comum sem abrir mão do tom pessoal e dar valor à concisão são algumas lições que tomei do jornalismo. Um ator, mesmo que a sós, em cena, carece de um aparato custoso para exercer seu ofício. Não é o que ocorre com o escritor, cujos limites são impostos apenas por sua capacidade de imaginar.

Poder escrever que vinte elefantes entraram em um quarto é uma libertação para alguém acostumado à rotina teatral , diz Fernanda. As letras têm me feito grande companhia. - Da plateia, os leitores agradecem.